TRE-BA revoga prisão de secretário de mobilidade de Salvador, mas mantém apuração sobre redução de frota de ônibus
Investigação deverá identificar responsáveis pela redução da frota no segundo turno e apurar possíveis impactos no deslocamento dos eleitores
Resumo da notícia
- A investigação sobre a circulação de ônibus em Salvador durante o segundo turno das eleições continuará mesmo após o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) cancelar a ordem de prisão contra o secretário municipal de Mo…
- Um dos pontos centrais da apuração será identificar quem determinou ou orientou a redução dos ônibus.
- O Ministério Público Eleitoral instaurou uma Notícia de Fato para apurar o episódio, mas não solicitou a prisão de Pablo Souza.
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A investigação sobre a circulação de ônibus em Salvador durante o segundo turno das eleições continuará mesmo após o Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) cancelar a ordem de prisão contra o secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, nesta segunda-feira (26).
O presidente do tribunal, desembargador Mauricio Kertzman Szporer, revogou a medida por considerar que sua finalidade estava encerrada com o fim da votação. A decisão, no entanto, não encerra a apuração sobre a redução da oferta de transporte público registrada no domingo (25).
A Justiça Eleitoral quer esclarecer como a decisão de reduzir a frota foi tomada e quais agentes participaram do processo. A investigação também deverá avaliar os efeitos da medida sobre o acesso dos eleitores aos locais de votação.
Investigação vai rastrear decisões dentro da gestão municipal
Um dos pontos centrais da apuração será identificar quem determinou ou orientou a redução dos ônibus. Para isso, deverão ser examinadas as relações de comando entre a Prefeitura de Salvador, a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) e as empresas concessionárias do transporte coletivo.
O levantamento também deverá esclarecer por quanto tempo a operação permaneceu reduzida e quais consequências a situação provocou durante o período de votação.
No domingo, a Justiça Eleitoral havia determinado a circulação de 100% da frota, com gratuidade e frequência equivalente à dos dias úteis. A decisão previa multa de R$ 1 milhão por hora em caso de descumprimento.
Ministério Público não pediu a prisão
O Ministério Público Eleitoral instaurou uma Notícia de Fato para apurar o episódio, mas não solicitou a prisão de Pablo Souza. A ordem havia sido expedida pelo presidente do TRE-BA durante o segundo turno, em meio às denúncias de redução da frota.
Com a revogação, a medida de prisão deixa de produzir efeitos. A investigação sobre as circunstâncias da operação de transporte, porém, permanece em andamento, e a definição de eventuais responsabilidades dependerá dos resultados da apuração.
Sobre o autor
Jornalista formado em 2019. Advogado, formado em 2011, pós-graduado em direito administrativo e direito criminal. Apaixonado por esportes e política, possuo experiência em coberturas eleitorais e esportivas, além de ampla atuação na cobertura do jornalismo local. No mundo das redações,…




