Terça-feira, 3 de novembro de 2026 09:32
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Apple alerta que preço do iPhone pode subir até 2027 com crise de memórias

Alta nos custos de produção pressiona margem de lucro da empresa e ameaça fornecimento de iPads

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Ilustração de um smartphone iPhone e logotipo da empresa Apple
Ivo Meneghel Jr. / Canaltech — Foto: Reprodução/Canaltech

A Apple alertou que a alta contínua no custo dos componentes de memória deve impactar o preço do iPhone e do iPad até 2027. Durante a apresentação dos resultados financeiros da companhia, o presidente-executivo John Ternus classificou a atual elevação de custos como inédita e admitiu dificuldades para conter o impacto nas margens de lucro nos próximos trimestres.

Para o período encerrado em dezembro, que inclui as vendas de fim de ano, a empresa projeta uma margem bruta entre 45% e 46%. O indicador fica abaixo dos 47,9% registrados no trimestre anterior e da previsão de analistas do mercado financeiro, que projetavam 46,7%. Segundo o diretor financeiro Kevan Parekh, o encarecimento das memórias é o principal motivo para a margem menor.

Reajustes e impacto no preço do iPhone

Para mitigar a alta de custos, a fabricante utilizou estoques antigos adquiridos a valores menores, reduziu gastos com outras peças e realizou reajustes pontuais. Recentemente, a empresa elevou o valor de modelos da linha iPhone 17 em US$ 100 (cerca de R$ 512). A companhia também aumentou seus compromissos de compra com fornecedores em US$ 33 bilhões (aproximadamente R$ 168,96 bilhões) entre junho e setembro para tentar garantir suprimentos.

O problema de fornecimento afeta também outros dispositivos. O diretor de operações Sabih Khan pontuou que os limites no estoque de componentes vão impactar as entregas de iPads no trimestre de dezembro. A escassez ocorre em momento de diversificação da linha de produtos, com novos computadores e itens para casas inteligentes, além da reorganização no calendário do smartphone.

Balanço financeiro e reação do mercado

No trimestre fiscal encerrado em setembro, a Apple contabilizou receita de US$ 114,48 bilhões (cerca de R$ 586,14 bilhões), o que representa expansão de 11,7% na comparação anual. O lucro por ação ficou em US$ 2,10 (aproximadamente R$ 10,75), superando a estimativa de US$ 1,99. Já as vendas específicas da linha de celulares atingiram US$ 57,58 bilhões (R$ 294,81 bilhões), um aumento de 17,5% em um ano.

Apesar do avanço no faturamento, as ações da empresa apresentaram queda de até 4% durante a conferência de resultados em razão das estimativas mais baixas para as margens de lucro. A permanência da alta nos valores de componentes até 2027 pode exigir novos ajustes de produção e preços para resguardar os lucros da fabricante.

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