Quarta-feira, 4 de novembro de 2026 02:31
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Padilha defende proibição das bets e cita alta na busca por atendimento no SUS

Em audiência no STF, ministro da Saúde apontou aumento de 200% na procura por socorro médico devido ao vício em apostas

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, fala durante audiência pública sobre bets no Supremo Tribunal Federal
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, defendeu a manutenção da proibição das bets durante audiência pública realizada no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (3). O representante do governo federal alertou para as consequências das apostas virtuais no Sistema Único de Saúde (SUS), além de ressaltar riscos de endividamento, suicídio e violência doméstica decorrentes da ludopatia.

Durante a exposição na Corte, Padilha afirmou que a interrupção das atividades dos sites é a medida adequada para combater os problemas sociais e sanitários associados aos jogos.

“A única e melhor solução para evitar suicídios, evitar pessoas viciadas, violência familiar, é mantermos a proibição das bets”

, declarou. O ministro argumentou ainda que outras nações que optaram pela regulamentação registraram agravamento nos indicadores de saúde pública.

Dados apresentados pela pasta mostram que a procura por atendimentos no SUS relacionados aos prejuízos causados pelas apostas subiu 200%. As estatísticas apontam que 28 milhões de pessoas apostaram nos 12 meses anteriores ao veto oficial, sendo que cerca de 11 milhões apresentaram condutas de risco ou comportamentos problemáticos.

O balanço do Ministério da Saúde indica também que o governo recebeu 1,2 milhão de pedidos de bloqueio voluntário de CPFs para impedir o acesso às plataformas. Segundo Padilha, 40% desse público declarou ter perdido o controle sobre a própria vida em razão do prejuízo financeiro acumulado.

Discussão judicial no STF

A audiência pública sobre o tema foi convocada pelo ministro do STF Luiz Fux. Ele é o relator das ações movidas pela Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e pelo Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR).

As entidades do setor tentam anular na Justiça a medida provisória editada em setembro deste ano pelo Poder Executivo, que suspendeu o funcionamento e vetou a publicidade das empresas de apostas online no país.

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