Em carta, Flávio Bolsonaro alega fraude na eleição, se declara “presidente eleito”
O senador não apresenta provas; Lula foi declarado vencedor com mais de 4 milhões de votos de vantagem, e Flávio reconhece que não havia mandado de prisão contra ele
Resumo da notícia
- O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou nas redes sociais uma carta em que alega que houve fraude na eleição presidencial, se declara “o verdadeiro presidente eleito do Brasil” e diz que vai liderar a oposição ao governo…
- Flávio questiona a decisão de prorrogar a votação até as 19h, acusa o governo Lula de abuso de poder político e econômico na campanha e defende a cassação da chapa adversária.
- Flávio afirma que não pretendia deixar o país, mas que partiu por acreditar que seria alvo de medidas judiciais como as impostas ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro: apreensão de passaporte, tornozeleira eletrônica, prisão…
- Segundo levantamento do g1, apenas 35.521 votos foram registrados depois das 17h de domingo, o equivalente a cerca de 0,8% da vantagem de Lula.
Tópicos extraídos automaticamente do texto da reportagem.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) divulgou nas redes sociais uma carta em que alega que houve fraude na eleição presidencial, se declara “o verdadeiro presidente eleito do Brasil” e diz que vai liderar a oposição ao governo de Lula (PT) a partir dos Estados Unidos, onde está com a família. Segundo a reportagem que serviu de base a este texto, ele não apresenta provas de irregularidades capazes de alterar o resultado. Lula venceu o segundo turno, no domingo (25), e foi reconhecido como vencedor pelos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do Senado e da Câmara.
“Na noite de domingo, vi estarrecido uma fraude eleitoral se concretizar diante dos meus olhos.”
O que Flávio diz na carta
Flávio questiona a decisão de prorrogar a votação até as 19h, acusa o governo Lula de abuso de poder político e econômico na campanha e defende a cassação da chapa adversária. Ele agradece aos presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina, pelo acolhimento.
Na abertura, ele diz: “Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil.” Ele foi derrotado nas urnas.



Por que ele diz que saiu do Brasil
Flávio afirma que não pretendia deixar o país, mas que partiu por acreditar que seria alvo de medidas judiciais como as impostas ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro: apreensão de passaporte, tornozeleira eletrônica, prisão domiciliar e condenação. Ele reconhece que não havia mandado de prisão contra ele. “Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil”, diz, ao rejeitar o termo “fuga”.
Ele saiu de Brasília na terça-feira, foi por terra até a fronteira com a Argentina e embarcou em um avião particular rumo ao Equador e, depois, aos EUA.
O que ele promete fazer
“Liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr”, afirma. Ele compara a própria situação à de lideranças que atuaram no exílio, como o ex-presidente francês Charles de Gaulle, o jurista brasileiro Rui Barbosa e os opositores venezuelanos Juan Guaidó e Edmundo González. E promete anunciar, “nos próximos dias”, uma estratégia para mobilizar apoiadores “por todos os meios pacíficos e legítimos”. Ele também se dirige a parlamentares e governadores aliados e chama o senador Rogério Marinho (PL-RN) de seu candidato à Presidência do Senado.
O que mostram os dados da eleição
Segundo levantamento do g1, apenas 35.521 votos foram registrados depois das 17h de domingo, o equivalente a cerca de 0,8% da vantagem de Lula. A prorrogação foi decidida pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, depois de pedidos das campanhas dos dois candidatos, e depois ele esclareceu que valia só para as urnas ainda abertas. Lula teve 64,2 milhões de votos, e a diferença para Flávio foi de mais de 4 milhões, segundo o g1.
Inquéritos e passaportes
Flávio é alvo de dois inquéritos no STF e teve os passaportes cancelados, depois de não cumprir a ordem do ministro Alexandre de Moraes de entregá-los. O senador perde o foro privilegiado em fevereiro, quando termina o mandato. São investigações, e a defesa dele nega.
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Sobre o autor
Sou jornalista formado pela Estácio. Atuo na cobertura política e, recentemente, passei a explorar também o jornalismo esportivo, com atenção especial as pautas do Recôncavo Baiano.




