Flávio Bolsonaro ficará sem cargo e foro pela 1ª vez em 24 anos
Senador pelo Rio de Janeiro acumulou 59,8 milhões de votos (48,21%) contra 64,3 milhões (51,79%) de Lula; término do mandato ocorre em fevereiro de 2027
Resumo da notícia
- O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ficará sem cargo público e perderá a prerrogativa de foro privilegiado a partir de fevereiro de 2027, quando se encerra o seu mandato no Senado Federal.
- Em declarações prestadas após a divulgação dos resultados oficiais do TSE, Flávio Bolsonaro classificou o desfecho das urnas como "sacanagem", afirmou ser "impossível" reconhecer o resultado e indicou que acionará a Justiça E…
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ficará sem cargo público e perderá a prerrogativa de foro privilegiado a partir de fevereiro de 2027, quando se encerra o seu mandato no Senado Federal. O resultado do segundo turno das Eleições 2026, confirmado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com 100% das urnas apuradas, registrou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 64,3 milhões de votos (51,79%), enquanto o parlamentar do PL obteve 59,8 milhões de votos (48,21%).
A perda do mandato marcará a primeira vez em 24 anos que o político não ocupará uma função eletiva, trajetória iniciada em 2002.
| Ano do Pleito | Cargo Disputado | Unidade da Federação / Partido | Resultado |
| 2002 | Deputado Estadual | Rio de Janeiro (PPB) | Eleito |
| 2006 | Deputado Estadual | Rio de Janeiro (PP) | Eleito |
| 2010 | Deputado Estadual | Rio de Janeiro (PP) | Eleito |
| 2014 | Deputado Estadual | Rio de Janeiro (PP) | Eleito |
| 2016 | Prefeito | Rio de Janeiro (PSC) | Não eleito |
| 2018 | Senador | Rio de Janeiro (PSL) | Eleito |
| 2026 | Presidente da República | Brasil (PL) | Não eleito (2º Turno) |
Posicionamento do candidato e investigações em curso no STF
Em declarações prestadas após a divulgação dos resultados oficiais do TSE, Flávio Bolsonaro classificou o desfecho das urnas como “sacanagem”, afirmou ser “impossível” reconhecer o resultado e indicou que acionará a Justiça Eleitoral para pedir a anulação do pleito.
A perda do foro privilegiado a partir de fevereiro de 2027 implicará o envio de eventuais novos procedimentos investigativos para a primeira instância da Justiça comum. No entanto, inquéritos já instaurados que tratem de atos praticados durante o exercício e em razão das funções parlamentares permanecerão sob a jurisdição do Supremo Tribunal Federal (STF), conforme jurisprudência fixada pela Corte Suprema.
Atualmente, o parlamentar é alvo de duas apurações formais no STF:
- Inquérito da Cinebiografia (Dark Horse): Apura supostas negociações de repasses financeiros no valor de R$ 130 milhões com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, dos quais R$ 61 milhões teriam sido efetivamente pagos para o financiamento do filme sobre Jair Bolsonaro.
- Inquérito de Acesso Operacional Bancário: Apura a inclusão do nome do senador como “usuário master” em uma conta bancária do advogado Willer Tomaz, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro, o que indicaria participação societária de fato segundo análise da Polícia Federal.
Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz negam a existência de negócios conjuntos. O senador exercerá o mandato no Congresso Nacional até a posse dos novos eleitos, em fevereiro de 2027.
Sobre o autor
Sou jornalista formado pela Estácio. Atuo na cobertura política e, recentemente, passei a explorar também o jornalismo esportivo, com atenção especial as pautas do Recôncavo Baiano.




