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Bruno Reis atribui atraso nos ônibus a adesivos do PT e defende secretário alvo de ordem de prisão

Prefeito afirma que operação foi normalizada ainda pela manhã e diz que Pablo Souza, em missão oficial na França, retorna a Salvador nesta segunda-feira (26)

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Bruno Reis atribui atraso nos ônibus a adesivos do PT e defende secretário alvo de ordem de prisão
Foto: câmera segurança

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), atribuiu os atrasos na circulação de ônibus durante o segundo turno das eleições, neste domingo (25), à colocação de adesivos de propaganda eleitoral em veículos nas garagens das empresas. O gestor também saiu em defesa do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, alvo de uma ordem de prisão expedida pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA).

Em entrevista coletiva, Bruno afirmou que a retirada dos adesivos provocou atrasos na saída dos coletivos e sustentou que a situação foi resolvida ao longo da manhã. Segundo ele, a frota estava normalizada por volta das 10h30, com ampliação da quantidade de veículos em circulação.

“Hoje, na hora da saída dos ônibus da garagem, a grande maioria estava com adesivo de um determinado candidato. E, para cumprir a resolução, os empresários, os donos das empresas, determinaram a retirada dos adesivos. A retirada desses adesivos levou ao atraso da operação”, declarou o prefeito.

Bruno também afirmou que, assim que a gestão percebeu o impacto da retirada do material na operação, determinou que os ônibus fossem liberados mesmo com os adesivos, para reduzir os prejuízos aos passageiros.

Prefeito questiona ordem de prisão

A declaração ocorreu após o presidente do TRE-BA, desembargador Maurício Kertzman Szporer, determinar à Polícia Federal a prisão em flagrante de Pablo Souza. A decisão foi motivada por uma representação da Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, que denunciou uma redução superior a 50% na oferta de ônibus em comparação com os dias úteis.

O tribunal também ordenou o restabelecimento integral da frota, com transporte gratuito e frequência equivalente à dos dias úteis. Em caso de descumprimento, foi estabelecida multa de R$ 1 milhão por hora.

Bruno considerou a medida injustificada diante da normalização que, segundo ele, já havia ocorrido. O prefeito negou que a administração municipal tenha orientado a redução da frota e atribuiu às empresas a responsabilidade por eventuais falhas na operação.

“Não houve, por parte da Prefeitura, qualquer orientação para que a frota não fosse oferecida”, afirmou.

O prefeito também disse que a situação precisa ser investigada para identificar os responsáveis pela colocação dos adesivos. Embora tenha associado a ação a integrantes ligados ao Sindicato dos Rodoviários, ponderou que não poderia apontar individualmente quem participou.

Pablo Souza se manifesta sobre a crise

Em declaração ao BNews, Pablo Souza afirmou que atuou pessoalmente para garantir a retomada da circulação dos ônibus, mesmo com os adesivos nos veículos. O secretário classificou a manhã como complexa do ponto de vista operacional e disse que a equipe da Semob trabalhou para recompor o atendimento nos principais corredores e terminais.

“Eu sou um defensor da democracia. Essa manhã foi uma manhã complexa, do ponto de vista operacional”, declarou.

O secretário explicou que o atraso inicial nas garagens provocou acúmulo de passageiros nos pontos, o que dificultou a recuperação imediata do serviço mesmo após a liberação dos coletivos. Segundo ele, foi necessário acompanhar a operação para normalizar o atendimento.

Pablo confirmou que está em Paris, na França, em missão oficial, e afirmou que acionou a Procuradoria do Município e seus advogados para prestar informações às autoridades sobre o episódio.

“Eu tenho a convicção de que a Justiça vai prevalecer”, disse ao comentar a ordem judicial.

A Prefeitura de Salvador informou que o secretário retorna ao Brasil nesta segunda-feira (26) e que ele se apresentará às autoridades para prestar esclarecimentos.

Transporte e propaganda eleitoral

A crise começou nas primeiras horas da votação, quando passageiros relataram demora e falta de ônibus em diferentes pontos da capital. Na representação apresentada ao TRE-BA, a Federação Brasil da Esperança afirmou que vídeos e fotografias mostravam coletivos estacionados nas garagens durante o horário eleitoral.

A prefeitura sustenta que a adesivação dos veículos provocou a retenção temporária de parte da frota. A gestão cita a regra eleitoral que proíbe a veiculação de propaganda partidária ou eleitoral no transporte público oferecido aos eleitores no dia da votação.

O caso coloca em discussão a responsabilidade pela interrupção do serviço e o cumprimento das determinações da Justiça Eleitoral. Até o momento, as declarações do prefeito e do secretário apresentam a versão municipal dos acontecimentos, enquanto a ordem do TRE-BA se baseia nas informações reunidas no processo sobre a redução da oferta de ônibus.

Autor

Sobre o autor

Osvaldo Barreto

Jornalista formado em 2019. Advogado, formado em 2011, pós-graduado em direito administrativo e direito criminal. Apaixonado por esportes e política, possuo experiência em coberturas eleitorais e esportivas, além de ampla atuação na cobertura do jornalismo local. No mundo das redações,…

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