13 empresas têm atividades suspensas em operação da PF na Bahia
Justiça bloqueou até R$ 10 milhões e suspendeu as atividades de 13 empresas
Resumo da notícia
- A Polícia Federal (PF), a Força Correcional Especial Integrada (Force/Coger/SSP-BA) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público da Bahia (Gaeco/MPBA) deflagraram, nesta quinta-feira (29)…
- A PF afirma que o grupo formava uma associação criminosa de tráfico interestadual de cocaína e de venda ilegal de armas de fogo de uso restrito.
- A investigação atual é um desdobramento da Operação Krampus, deflagrada em 2025 contra uma organização criminosa especializada em crimes contra instituições financeiras.
Tópicos extraídos automaticamente do texto da reportagem.

A Polícia Federal (PF), a Força Correcional Especial Integrada (Force/Coger/SSP-BA) e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público da Bahia (Gaeco/MPBA) deflagraram, nesta quinta-feira (29), a Operação Krampus Narco, contra um grupo suspeito de tráfico interestadual de cocaína e de venda ilegal de armas de fogo de uso restrito, com atuação na Bahia, em Alagoas e em São Paulo. São oito mandados de busca e apreensão e oito de prisão preventiva, em Salvador, Amélia Rodrigues, São Paulo, Guarujá e Santo André.
Segundo a PF, sete dos oito mandados já foram cumpridos: quatro em Salvador e um em cada uma das cidades paulistas de Santo André, Salto e Guarujá.
As ordens foram expedidas pela 2ª Vara de Garantias da Comarca de Salvador, que também determinou o bloqueio de bens e valores dos investigados até o limite de R$ 10 milhões e a suspensão das atividades econômicas de 13 empresas ligadas ao grupo. A prisão preventiva é uma medida cautelar, sem prazo fixo, usada durante a investigação, e não significa condenação.

Como funcionava o esquema, segundo a PF
A PF afirma que o grupo formava uma associação criminosa de tráfico interestadual de cocaína e de venda ilegal de armas de fogo de uso restrito. O dinheiro, segundo a nota, circulava por contas bancárias de terceiros e por empresas de fachada, o que a PF vê como indício de lavagem de capitais. A investigação segue para identificar outros envolvidos e aprofundar a apuração sobre a lavagem dos recursos.
O que é a Operação Krampus
A investigação atual é um desdobramento da Operação Krampus, deflagrada em 2025 contra uma organização criminosa especializada em crimes contra instituições financeiras. A nota da PF diz que um dos investigados naquela operação também coordenava o transporte de drogas e a venda ilegal de armas.
A primeira fase foi em 17 de junho de 2025, em Salvador, com a PF, o Ministério Público Federal, a área de Segurança Empresarial da Caixa, a Secretaria da Segurança Pública da Bahia, a Force e a Polícia Militar. A operação mirou ataques à Caixa Econômica Federal, e o nome foi uma referência à última ação do grupo, no Natal, segundo o que a PF divulgou na época. A imprensa noticiou então que o grupo era ligado a uma facção paulista, informação que a nota de hoje não repete.

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Sobre o autor
Sou jornalista formado pela Estácio. Atuo na cobertura política e, recentemente, passei a explorar também o jornalismo esportivo, com atenção especial as pautas do Recôncavo Baiano.



