A versão apresentada pela Polícia Militar sobre a prisão de um homem suspeito de vender drogas por meio de entregas em bairros nobres de Salvador passou a ser contestada pelo próprio envolvido. Em um vídeo publicado no Instagram, Kodara Bertolini Barreto afirma que estava dentro de casa quando os policiais entraram no imóvel, depois da meia-noite, sem apresentar mandado judicial. Ele também relata ter sido ameaçado e coagido durante a abordagem e diz que foi ouvido na delegacia e liberado.
A ocorrência foi registrada na região do Alto da Ondina. Segundo a Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), policiais da Rondesp Atlântico faziam patrulhamento por volta de 1h quando encontraram Kodara próximo a uma motocicleta e decidiram abordá-lo.
Na versão divulgada pela polícia, os agentes encontraram porções de maconha, haxixe e uma substância conhecida como “wolf”, além de balanças de precisão, celulares e embalagens. Ainda conforme o relato oficial, o homem teria informado que guardava mais entorpecentes em casa e que fazia entregas por meio de um esquema chamado de “delivery de playboy”.
A SSP-BA afirmou que os pedidos eram recebidos pelo WhatsApp e que as entregas ocorreriam nos bairros da Barra, Ondina, Vitória e Graça. Após a entrada no imóvel, autorizada segundo a versão policial, os agentes teriam localizado outros materiais relacionados à comercialização de drogas.
Homem apresenta versão diferente em vídeo
Na gravação publicada nas redes sociais, Kodara contesta pontos centrais da ocorrência. Ele afirma que não estava na rua, próximo à motocicleta, como informado pela polícia, mas dentro do imóvel quando os agentes chegaram.
“Postando esse vídeo eu sei que estou com um alvo na cabeça. Mas, eu já estava com ele de qualquer jeito. Então, esse vídeo também e para me proteger. Eu sei o vespeiro que estou cutucando”, disse em um dos trechos.
O homem também questiona as circunstâncias da entrada dos policiais na residência e sustenta que não houve apresentação de mandado judicial. No vídeo, ele relata ter sofrido ameaças e coerção durante a ação.
As declarações apresentam uma versão diferente da divulgada pela SSP-BA, especialmente sobre o local em que o homem foi abordado e as condições de acesso dos policiais à residência. Até o momento, não há informações independentes que permitam esclarecer a divergência entre os relatos.
Suspeito afirma que foi liberado após depoimento
De acordo com Kodara, ele foi levado à delegacia, prestou depoimento e acabou liberado. A informação sobre a liberação foi apresentada pelo próprio homem na publicação.
A versão divulgada inicialmente pela SSP-BA informava que ele e o material apreendido foram encaminhados à Central de Flagrantes da Polícia Civil. Não há, nas informações disponíveis, esclarecimentos oficiais sobre o motivo da liberação ou sobre eventuais procedimentos posteriores.
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