O corpo do trabalhador chinês que morreu após uma queda de aproximadamente 15 metros na fábrica da BYD, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, permanece no Departamento de Polícia Técnica (DPT) do município, à espera da identificação formal. Sem a apresentação de documentos ou outros elementos que confirmem oficialmente quem é a vítima, os procedimentos necessários para a liberação não puderam avançar.
O acidente ocorreu na segunda-feira (19), durante a realização de um serviço nas instalações da montadora. Desde então, segundo informações apuradas pela reportagem, nenhum representante da empresa responsável pelo trabalhador havia comparecido ao Instituto Médico Legal (IML) de Camaçari para confirmar a identidade dele.
A falta de registros nos sistemas nacionais brasileiros é apontada como uma das dificuldades enfrentadas para concluir o processo de identificação. Enquanto a situação não é resolvida, o corpo permanece sob responsabilidade do órgão técnico, e o estado de conservação se deteriora com a passagem do tempo.
Destino do corpo ainda é desconhecido
Também não há definição sobre o que será feito após a conclusão dos procedimentos legais. Entre as questões ainda sem resposta está a possibilidade de traslado do corpo para a China, país de origem do trabalhador.
Até o fechamento desta reportagem, a BYD não havia divulgado um posicionamento público sobre a situação da identificação ou sobre as providências adotadas após a morte do funcionário terceirizado.
As circunstâncias da queda também deverão ser esclarecidas pelas autoridades responsáveis pela investigação. A apuração deverá determinar como o acidente aconteceu e se houve falhas relacionadas às condições de trabalho e aos procedimentos de segurança adotados no local.
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