Política

STF abre inquérito para apurar Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz

Investigação originada na Justiça Federal no Rio Grande do Sul aponta que o senador figurou como "usuário master" de conta bancária de empresa de Tomaz; defesas negam irregularidades

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  • O Supremo Tribunal Federal (STF) instaurou um inquérito para investigar o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e…
  • O ministro Alexandre de Moraes foi sorteado relator da apuração, conforme confirmação oficial deste domingo (18).
  • O processo tramitava originalmente na Justiça Federal do Rio Grande do Sul.
flávio bolsonaro com microfone discursando
Foto: Charles Vieira

O Supremo Tribunal Federal (STF) instaurou um inquérito para investigar o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) e o advogado Willer Tomaz por suspeita de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ministro Alexandre de Moraes foi sorteado relator da apuração, conforme confirmação oficial deste domingo (18).

O processo tramitava originalmente na Justiça Federal do Rio Grande do Sul. O envio ao STF ocorreu em 8 de outubro devido ao foro por prerrogativa de função do parlamentar, após manifestação favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).

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Advogado Willer Tomaz — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado
Advogado Willer Tomaz — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Vínculo bancário, casa de apostas e manifestação dos citados

No relatório encaminhado ao STF, a Polícia Federal aponta que a quebra de sigilo telemático do advogado identificou e-mails indicando que Flávio Bolsonaro estava cadastrado como “usuário master” na conta bancária da empresa Alcazar Holdings, pertencente a Tomaz. As apurações indicam ainda o custeio de viagens do parlamentar por empresas do advogado e analisam movimentações em empresas de apostas como Rede Loto, RioPag e Blaze.

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Em nota, a defesa do senador Flávio Bolsonaro declarou que a relação com Willer Tomaz limita-se à amizade pessoal entre as famílias. A nota afirma ser falsa a informação de que o parlamentar tenha operado como usuário de contas do advogado ou de suas empresas, classificando as suspeitas como ilações de período eleitoral.

O advogado Willer Tomaz também se manifestou por nota, criticando a divulgação de dados do inquérito e negando movimentações financeiras irregulares. Tomaz afirmou que a Rede Loto não operou como plataforma de apostas e defendeu que as acusações são infundadas.

Autor

  • Magno Araujo

    Sou jornalista formado pela Estácio. Atuo na cobertura política e, recentemente, passei a explorar também o jornalismo esportivo, com atenção especial as pautas do Recôncavo Baiano.

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