Política

Senado aprova em primeiro turno proposta que prevê fim da escala 6×1

PEC prevê redução gradual da jornada semanal de 44 para 40 horas, dois dias de descanso remunerado e manutenção dos salários

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  • O Senado Federal aprovou, em primeiro turno, nesta quarta-feira (14), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim…
  • A proposta estabelece dois dias de descanso remunerado por semana.
  • A votação ocorreu no plenário da Casa e integra a tramitação de uma proposta já aprovada em dois turnos pela Câmara dos…
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa ordinária. Ordem do dia. Na pauta, quinta e última sessão de discussão e votação, em primeiro turno, da proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1 - seis dias de trabalho e um de repouso ( PEC 221/2019). O texto reduz a jornada laboral de 44 para 40 horas semanais, que podem ser cumpridas em cinco dias de oito horas diárias com repouso semanal remunerado de dois dias. A proposta estabelece dois dias de repouso, um deles preferencialmente aos domingos, sem redução salarial.
Foto: Ton Molina/Agência Senado

O Senado Federal aprovou, em primeiro turno, nesta quarta-feira (14), a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 e a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição salarial. A proposta estabelece dois dias de descanso remunerado por semana.

A votação ocorreu no plenário da Casa e integra a tramitação de uma proposta já aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados, em maio deste ano.

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O texto prevê uma implementação gradual das mudanças. A primeira etapa deve começar 60 dias após a promulgação da emenda, com a redução da jornada semanal para 42 horas. Depois de mais 12 meses, o limite passará a ser de 40 horas semanais.

O que muda com o fim da escala 6×1?

A escala 6×1 é o regime em que o trabalhador cumpre seis dias de trabalho e tem um dia de descanso. A PEC prevê a adoção de dois dias de repouso remunerado por semana, preferencialmente aos domingos, e a redução da jornada máxima semanal.

As principais mudanças previstas são:

  • Jornada semanal: redução de 44 para 40 horas, de forma gradual.
  • Descanso: dois dias remunerados por semana.
  • Salários: a proposta determina que não haja redução salarial em razão da mudança.
  • Transição: a jornada passa primeiro para 42 horas e, posteriormente, para 40 horas semanais.

O início da aplicação das regras depende da promulgação da emenda e do cumprimento dos prazos de transição previstos no texto.

Proposta já passou pela Câmara

A PEC 221/2019 foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 27 de maio, em dois turnos. O texto aprovado estabeleceu jornada máxima de 40 horas semanais, distribuída em cinco dias de trabalho e dois de descanso, com regras específicas para determinadas carreiras.

No Senado, a proposta foi analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que aprovou o texto em setembro. O relator na comissão foi o senador Omar Aziz (PSD-AM).

A discussão mobilizou parlamentares favoráveis e contrários à redução da jornada. Entre os argumentos apresentados por representantes empresariais estão os possíveis impactos sobre os custos de produção. Defensores da medida destacam a ampliação do tempo de descanso e os possíveis benefícios para a qualidade de vida dos trabalhadores.

Quando as novas regras começam a valer?

A aplicação das mudanças não é imediata. Conforme o texto da PEC, a transição começa 60 dias após a promulgação, quando a jornada máxima semanal será reduzida para 42 horas e o regime de dois dias de descanso deverá ser adotado. Após mais 12 meses, a jornada chegará a 40 horas semanais.

Autor

  • Magno Araujo

    Sou jornalista formado pela Estácio. Atuo na cobertura política e, recentemente, passei a explorar também o jornalismo esportivo, com atenção especial as pautas do Recôncavo Baiano.

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