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Presos na Bahia, influenciadores somam mais de 107 mil seguidores em redes sociais

Investigados são suspeitos de divulgar plataformas de apostas ilegais; Justiça determinou bloqueio de quase R$ 85 milhões

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  • A audiência de milhares de pessoas nas redes sociais é um dos pontos que chamam a atenção na investigação contra quatro influenciadores…
  • Entre os perfis identificados, dois reúnem pelo menos 107 mil seguidores, considerando apenas as contas principais com números divulgados publicamente.
  • Maria Luiza Barbosa Ribeiro, conhecida como Malluh Ribeiro, tem cerca de 100 mil seguidores.
Foto: Redes Sociais

A audiência de milhares de pessoas nas redes sociais é um dos pontos que chamam a atenção na investigação contra quatro influenciadores presos em Casa Nova, no norte da Bahia. Entre os perfis identificados, dois reúnem pelo menos 107 mil seguidores, considerando apenas as contas principais com números divulgados publicamente.

Maria Luiza Barbosa Ribeiro, conhecida como Malluh Ribeiro, tem cerca de 100 mil seguidores. Já Erika Taisa da Silva Sampaio reúne aproximadamente 7 mil em seu perfil principal. Erika também mantinha uma segunda conta, intitulada “jogadora de slot reserva”, com outros 639 seguidores.

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A soma não corresponde ao alcance total dos quatro investigados. Não foram confirmados números atualizados de seguidores para Josivan Silva Ribeiro e Vitor de Amorim Silva, também presos durante a ação policial.

Apostas on-line estão no centro da investigação

Os quatro suspeitos foram encontrados em uma residência no Centro de Casa Nova, na quinta-feira (8), durante as operações Felis e Influência Oculta. Segundo a Polícia Civil, eles são investigados por supostamente utilizar as redes sociais para direcionar seguidores a plataformas de apostas não autorizadas pelo Ministério da Fazenda.

A apuração também envolve suspeitas de associação criminosa e lavagem de dinheiro. De acordo com os investigadores, o caso começou a ganhar forma após a identificação de uma evolução patrimonial considerada incompatível com as atividades declaradas pelos suspeitos.

Nas redes sociais, os investigados exibiam viagens internacionais, imóveis e veículos de alto padrão, conforme informações divulgadas pela polícia.

Bloqueio judicial chega a R$ 84,8 milhões

A Justiça determinou o bloqueio de R$ 84.879.547 em valores e bens relacionados às movimentações financeiras investigadas. O montante foi identificado a partir de informações de inteligência que apontaram transações consideradas atípicas.

Durante o cumprimento das medidas, foram apreendidos veículos, quadriciclos, reboques, equipamentos de som, geradores, uma pistola, munições, carregadores e seis celulares.

A investigação busca esclarecer a origem dos recursos, o funcionamento do suposto esquema e a participação individual de cada suspeito. As acusações ainda dependem da apuração policial e dos desdobramentos judiciais.

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