Política

TSE debate bloqueio de grandes canais políticos no WhatsApp

Minuta prevê restrições a canais com mais de 200 mil seguidores perto da votação, mas ainda depende de deliberação do tribunal

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  • O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) discute uma proposta que pode restringir o funcionamento de grandes canais de WhatsApp com conteúdo político-eleitoral no…
  • A minuta prevê atingir canais com mais de 200 mil seguidores, mas ainda depende de análise e deliberação do colegiado.
  • A proposta foi elaborada pelo ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, após discussões entre integrantes da Corte.
Sessão plenária do TSE - 20/10/2026
Foto: Leobark Rodrigues/Secom/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) discute uma proposta que pode restringir o funcionamento de grandes canais de WhatsApp com conteúdo político-eleitoral no período próximo ao segundo turno das Eleições 2026, marcado para domingo (25). A minuta prevê atingir canais com mais de 200 mil seguidores, mas ainda depende de análise e deliberação do colegiado.

A proposta foi elaborada pelo ministro André Mendonça, vice-presidente do TSE, após discussões entre integrantes da Corte. Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo e pela CNN Brasil, o tema foi debatido em pelo menos duas ocasiões na última semana.

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O texto em discussão prevê a restrição de canais de conteúdo político-eleitoral com mais de 200 mil seguidores nas 48 horas anteriores e nas 24 horas posteriores à votação. A medida poderia alcançar canais de apoio a diferentes candidaturas, entre eles o “Exército do Lula”, que reúne milhões de seguidores.

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Como funcionaria a proposta?

A minuta estabelece um limite de público para identificar os canais sujeitos à restrição. A proposta equipara esses canais, durante o período eleitoral delimitado, a determinadas formas de impulsionamento de conteúdo político na internet.

A justificativa apresentada pelo gabinete de André Mendonça é proteger a integridade do pleito e permitir uma resposta mais rápida a conteúdos ilícitos nas horas próximas à votação.

Em nota, o gabinete informou que a elaboração do texto decorreu de discussões conjuntas entre ministros. Também afirmou que a versão final depende de deliberação colegiada.

Os critérios previstos na minuta, segundo o gabinete, seriam aplicáveis igualmente a canais de natureza político-eleitoral de grande alcance, independentemente de candidato, partido ou orientação política.

Proposta divide integrantes do tribunal

A possibilidade de alterar as regras tão perto da votação provocou divergências dentro do TSE. Parte dos ministros demonstra resistência a mudanças normativas na reta final da eleição.

O presidente da Corte, ministro Kássio Nunes Marques, tem afirmado não ser favorável a alterações de última hora e negado ter convocado reuniões específicas para tratar do assunto, conforme relatos publicados pela CNN Brasil.

Já o gabinete de André Mendonça declarou que o tema foi discutido em reuniões e que coube ao vice-presidente redigir a minuta para avaliação dos demais integrantes do tribunal. A manifestação sustenta que a proposta não partiu de uma iniciativa exclusivamente individual.

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Canal com milhões de seguidores pode ser afetado

Um dos canais que poderiam ser atingidos é o “Exército do Lula”, administrado pelo deputado federal André Janones. O canal tem mais de 7 milhões de seguidores, segundo as reportagens que divulgaram a proposta.

A possibilidade de restrição também é relevante para outros canais de conteúdo político-eleitoral de grande alcance. A aplicação da regra dependeria dos critérios previstos no texto e de eventual aprovação pelo tribunal.

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a possibilidade de mudança nas regras a poucos dias do segundo turno e afirmou que poderá adotar medidas jurídicas caso a proposta avance. O argumento apresentado é que as normas eleitorais não deveriam ser alteradas com a disputa em andamento.

O TSE já aprovou essa restrição?

Não. As informações divulgadas até esta quarta-feira (21) indicam que a minuta permanece em discussão e precisa ser submetida à deliberação dos ministros. Portanto, a proposta não deve ser apresentada como uma proibição já vigente.

Autor

  • Magno Araujo

    Sou jornalista formado pela Estácio. Atuo na cobertura política e, recentemente, passei a explorar também o jornalismo esportivo, com atenção especial as pautas do Recôncavo Baiano.

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