Bahia

Minidocumentário destaca famílias produtoras de café especial na Chapada Diamantina

Produção da São Braz acompanha agricultores familiares de Piatã e destaca o trabalho da Coopiatã, a sucessão familiar e a valorização dos grãos baianos

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  • Uma produção audiovisual idealizada pela indústria nordestina São Braz vai contar histórias de agricultores familiares que cultivam café especial em Piatã, na…
  • Gravado ao longo de quatro dias, o minidocumentário tem estreia prevista para as próximas semanas nas redes sociais da marca e também…
  • O projeto acompanha o trabalho dos cafeicultores, a sucessão familiar e a valorização comercial dos grãos produzidos na região.
cafeicutor gravando minidocumentario
Bianca Rocha / Texto & Cia e Pedro Soares / Garimpo Filmes

Uma produção audiovisual idealizada pela indústria nordestina São Braz vai contar histórias de agricultores familiares que cultivam café especial em Piatã, na Chapada Diamantina. Gravado ao longo de quatro dias, o minidocumentário tem estreia prevista para as próximas semanas nas redes sociais da marca e também ganhará uma versão reduzida para a televisão.

O projeto acompanha o trabalho dos cafeicultores, a sucessão familiar e a valorização comercial dos grãos produzidos na região. A iniciativa está ligada ao lançamento do Café da Bahia, novo rótulo gourmet da São Braz, elaborado com grãos da Cooperativa de Cafeicultores de Piatã (Coopiatã).

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A produção pretende mostrar como a agricultura familiar participa da economia local e como a parceria com a indústria pode ampliar a visibilidade do café baiano.

Café de altitude transforma trajetórias de famílias em Piatã

Localizada a mais de 1.200 metros de altitude, Piatã tem produtores que dedicam a vida ao cultivo do café especial. O trabalho envolve diferentes etapas, da adubação e colheita à secagem dos grãos, em um processo que exige cuidado e conhecimento técnico.

Uma das histórias retratadas é a de Edinei Figueiredo, ex-servidor público que deixou a carreira para se dedicar à cafeicultura familiar.

“Não é para qualquer um largar tudo e vir fazer. Desde a adubação, a colheita, a secagem no terreiro até chegar à xícara, o café passa por muitas mãos. Tem muito afeto envolvido nisso”, relata.

O documentário também acompanha a trajetória de Lucineia de Oliveira, produtora com quase quatro décadas de experiência no cultivo. Mãe de cinco filhos, ela trabalha com a família no negócio e é apresentada pela divulgação do projeto como a primeira mulher a participar da Coopiatã.

Lucineia destaca os desafios enfrentados pelas mulheres no campo e a importância de reconhecer o valor do trabalho agrícola.

“Muita gente acha que mulher não consegue lidar com adubação e plantio, mas a gente consegue tudo”, afirma.

Produtora relata valorização do café especial

Ao falar sobre a comercialização dos grãos, Lucineia compara os valores recebidos em diferentes momentos da trajetória como produtora.

“Quando vendíamos sem valorização, uma saca saía por R$ 300; hoje vendemos sacas por até R$ 4.000. Parcerias que divulgam nosso café nos dão mais recursos para crescer e continuar”, conta.

Os valores mencionados pela produtora ilustram a experiência relatada por ela, mas não representam necessariamente os preços praticados em todo o mercado. O valor de uma saca pode variar conforme a qualidade, o lote, a classificação do café e as condições de comercialização.

Para Luisa Bittencourt, engenheira agrônoma e presidente da cooperativa, iniciativas de divulgação ajudam a apresentar o trabalho dos cafeicultores a novos consumidores.

“Queremos mostrar que o café da nossa gente tem qualidade, identidade e pode chegar a mercados exigentes”, afirma.

Parceria aproxima agricultura familiar e indústria

A escolha dos grãos da Coopiatã para o novo Café da Bahia integra a estratégia da São Braz de destacar a produção regional em sua linha gourmet. Segundo a empresa, o minidocumentário busca aproximar o público das pessoas envolvidas no cultivo e evidenciar a origem do produto.

Frederico Dominguez, gerente nacional de marketing da indústria, afirma que a inclusão do café baiano na linha gourmet está relacionada à qualidade dos grãos e à valorização da produção nordestina.

“Ter um café de altitude da Bahia na nossa linha gourmet é uma escolha de qualidade. O Nordeste produz café de alta qualidade, onde as pessoas precisam conhecê-los”, declara.

Além de apresentar o produto, a iniciativa pretende dar visibilidade às trajetórias dos agricultores e ao papel da cafeicultura familiar no desenvolvimento regional.

Quando o minidocumentário será lançado?

De acordo com as informações divulgadas pela São Braz, o lançamento está previsto para as próximas semanas, nas redes sociais da marca. Uma versão reduzida também deverá ser exibida na televisão.

Autor

  • Magno Araujo

    Sou jornalista formado pela Estácio. Atuo na cobertura política e, recentemente, passei a explorar também o jornalismo esportivo, com atenção especial as pautas do Recôncavo Baiano.

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