Bahia

Concurso para oficiais da PM e dos Bombeiros da Bahia é suspenso pela Justiça

Edital deverá ser corrigido para incluir reserva de vagas para pessoas com deficiência; inscrições e pedidos de isenção terão os prazos reabertos

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  • A Justiça determinou a suspensão do concurso para oficiais de saúde da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros da Bahia.
  • A medida foi tomada após questionamentos sobre as regras do edital, que não previa reserva de vagas para pessoas com deficiência.
  • A decisão liminar foi proferida pela 6ª Vara da Fazenda Pública, após ação civil pública já movida pelo Ministério Público da Bahia…

A Justiça determinou a suspensão do concurso para oficiais de saúde da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros da Bahia. A medida foi tomada após questionamentos sobre as regras do edital, que não previa reserva de vagas para pessoas com deficiência.

A decisão liminar foi proferida pela 6ª Vara da Fazenda Pública, após ação civil pública já movida pelo Ministério Público da Bahia (MPBA). O órgão apontou que o processo seletivo também não contemplava procedimentos de avaliação biopsicossocial nem garantia adaptações e recursos de acessibilidade aos candidatos durante as etapas da seleção.

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Justiça exige mudanças no edital

Com a decisão, os responsáveis pelo concurso deverão reservar 5% das vagas para pessoas com deficiência e incluir a avaliação biopsicossocial entre os procedimentos previstos. Também será necessário assegurar adaptações razoáveis e tecnologias assistivas ao longo de todo o certame.

A determinação estabelece ainda a reabertura dos períodos de inscrição e de solicitação de isenção da taxa. Os prazos deverão ser os mesmos previstos originalmente no edital.

Ministério Público já havia recomendado alterações

Antes de acionar a Justiça, o Ministério Público recomendou aos órgãos responsáveis que adequassem as regras do concurso. Como a orientação não foi atendida, o órgão ingressou com a ação para questionar os critérios estabelecidos.

A ação foi apresentada pela promotora de Justiça Andrea Borges. Para o Ministério Público, a exclusão da reserva de vagas e a ausência de medidas de acessibilidade contrariam normas que garantem a inclusão de pessoas com deficiência no serviço público.

Com a suspensão, o andamento do processo seletivo fica condicionado ao cumprimento das determinações judiciais. Os candidatos devem aguardar a divulgação das alterações no edital e do novo calendário do concurso.

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