Política

TSE cobra relatório sobre suspeita de ação coordenada do canal “Exército do Lula”

Meta, Google e X têm 24 horas para apresentar informações sobre possíveis estratégias de amplificação de conteúdos nas redes sociais, após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro

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  • A três dias do segundo turno das eleições presidenciais, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ampliou a apuração sobre a atuação do canal…
  • O presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta apresente, em até 24 horas, um relatório técnico sobre o…
  • A decisão foi tomada após a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) questionar a atuação do canal, administrado pelo deputado federal André Janones…
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado federal André Janones (Avante-MG) • RICARDO STUCKERT/DIVULGAÇÃO
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o deputado federal André Janones (Avante-MG) | Foto: RICARDO STUCKERT/DIVULGAÇÃO

A três dias do segundo turno das eleições presidenciais, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ampliou a apuração sobre a atuação do canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. O presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta apresente, em até 24 horas, um relatório técnico sobre o funcionamento da ferramenta e eventuais ações coordenadas para aumentar a circulação de publicações nas redes sociais.

A decisão foi tomada após a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) questionar a atuação do canal, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG). A representação sustenta que usuários teriam sido orientados a pesquisar no Google a frase “Bolsonaro mandou matar Lula” e a impulsionar hashtags na rede X.

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Google e X também terão de prestar esclarecimentos

O tribunal estabeleceu o mesmo prazo para que Google e X informem se detectaram movimentações coordenadas entre os dias 18 e 20 de outubro. A análise inclui possíveis aumentos organizados de buscas, uso sincronizado de hashtags e ações para fazer conteúdos aparecerem entre os assuntos em alta.

No caso da Meta, o relatório deverá detalhar padrões de engajamento e compartilhamento, alcance das publicações, possíveis mecanismos de amplificação artificial e eventual contratação de publicidade. A empresa também precisará explicar como diferencia a mobilização legítima de apoiadores de comportamentos coordenados que possam contrariar as regras eleitorais.

Canal já foi alvo de decisões judiciais

A disputa em torno do “Exército do Lula” já provocou decisões divergentes no TSE. Em uma análise técnica anterior, a equipe do tribunal não identificou conteúdo falso nas publicações examinadas. O caso, porém, também envolve questionamentos sobre o registro do canal e o cumprimento das medidas de integridade eleitoral exigidas das plataformas.

Janones afirma que a mensagem citada pela campanha adversária foi formulada como pergunta, e não como uma afirmação sobre o senador Flávio Bolsonaro. A apuração agora busca esclarecer se houve mobilização coordenada entre plataformas e quais mecanismos foram usados para ampliar a visibilidade dos conteúdos.

Autor

  • Osvaldo Barreto

    Jornalista formado em 2019. Advogado, formado em 2011, pós-graduado em direito administrativo e direito criminal. Apaixonado por esportes e política, possuo experiência em coberturas eleitorais e esportivas, além de ampla atuação na cobertura do jornalismo local. No mundo das redações, possuo passagens por alguns dos principais veículos de comunicação de Salvador (BA). Estive na produção do programa Os Donos da Bola da Band Bahia, além da cobertura do Campeonato Baiano da TVE. Longo período vivenciado na assessoria de comunicação da Superintendência de Trânsito de Salvador (Transalvador) e assessoria de comunicação do Esporte Clube Vitória. Também estive presente no Varela Notícias, BNews e jornal A Tarde. Tenho vivenciado uma importante experiência no PSNotícias, estando à frente da editoria de esportes e atuando nas editorias de segurança pública e política.

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