A história de Regina Santos Conceição se confunde com a tradição do acarajé em Salvador. Conhecida como Regina do Acarajé, a baiana morreu nesta segunda-feira (19), após mais de cinco décadas dedicadas à preparação e à venda de um dos quitutes mais emblemáticos da cultura baiana.
A notícia foi confirmada por amigos e familiares nas redes sociais, onde mensagens de despedida destacaram a trajetória da baiana e o legado construído ao longo dos anos. “Só nos resta saudades!”, publicou um perfil associado a Regina.
Informações preliminares indicam que ela estava internada havia pelo menos uma semana para tratamento de saúde. A causa da morte, no entanto, não foi divulgada.
O velório está previsto para esta terça-feira (20), a partir das 12h, no cemitério Bosque da Paz, em Salvador.
Legado ligado à cultura baiana
Ao longo de mais de 50 anos de trabalho, Regina conquistou reconhecimento por sua atuação à frente do Acarajé da Regina. Sua trajetória esteve ligada a uma tradição que ultrapassa a gastronomia e integra a identidade cultural da Bahia.
O acarajé, preparado a partir de feijão-fradinho e frito no azeite de dendê, é um dos símbolos da culinária afro-baiana e tem forte ligação com a história e a religiosidade de matriz africana.
A morte de Regina deixa saudades entre pessoas que acompanharam sua caminhada e reconheciam nela uma representante dessa tradição em Salvador.
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