Segurança

Bahia inicia operação para detectar celulares escondidos em presídios

Operação Modo Avião utiliza equipamentos de varredura eletrônica e ocorre em parceria com a Senappen. Primeira fase está prevista até 25 de outubro

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  • A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap) iniciou, na quarta-feira (14), a Operação Modo Avião, voltada à identificação de…
  • A iniciativa é realizada em conjunto com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e utiliza equipamentos de varredura eletrônica para detectar…
  • De acordo com a Seap, a primeira fase da operação segue até 25 de outubro, com ações na Bahia e em outros…
policiais realizando vistoria em presídio na Bahia
Foto: Wilton Diniz

A Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap) iniciou, na quarta-feira (14), a Operação Modo Avião, voltada à identificação de celulares utilizados ilegalmente dentro de unidades prisionais.

A iniciativa é realizada em conjunto com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen) e utiliza equipamentos de varredura eletrônica para detectar sinais emitidos por aparelhos escondidos nos presídios. De acordo com a Seap, a primeira fase da operação segue até 25 de outubro, com ações na Bahia e em outros estados.

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O objetivo é dificultar a comunicação entre pessoas custodiadas e integrantes de organizações criminosas que atuam fora das unidades prisionais.

Equipamentos ajudam a localizar celulares ocultos

A operação é coordenada, na Bahia, pela Coordenação de Monitoramento e Avaliação do Sistema Prisional (CMASP), em parceria com a Senappen.

A tecnologia empregada permite identificar sinais de aparelhos em funcionamento, mesmo quando os celulares não estão visíveis durante as inspeções. A estratégia busca ampliar a capacidade de fiscalização e reduzir o uso de dispositivos para articulação de atividades criminosas a partir dos presídios.

“Estamos ampliando o uso de tecnologia e a integração com a Senappen para acabar de vez com a comunicação ilícita nos presídios”, afirmou o secretário da Seap, José Castro.

Decreto federal prevê bloqueio de celulares identificados

A operação ocorre após a publicação do Decreto nº 13.136, de 9 de outubro de 2026. A norma instituiu o Programa Nacional de Neutralização de Comunicações Ilícitas em Estabelecimentos Penais e o Cadastro Nacional de Perímetros de Segurança Penitenciária.

Entre as medidas previstas está a possibilidade de solicitar o bloqueio individual de celulares identificados em uso irregular dentro dos presídios, por meio de procedimentos administrativos que utilizam informações técnicas, incluindo o IMEI — código que identifica cada aparelho.

O procedimento permite encaminhar pedidos de bloqueio sem que seja necessária a apreensão física do telefone ou uma autorização judicial específica para essa medida, conforme as regras do programa. A execução envolve os fluxos previstos na norma e a atuação dos órgãos competentes.

O decreto também estabelece regras para o uso de bloqueadores de sinais de radiocomunicação em perímetros de segurança penitenciária cadastrados, observadas as condições técnicas e as competências da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

policiais na quadra, centro de um presídio da Bahia
Foto: Wilton Diniz

Integração entre estados e governo federal

O programa nacional busca ampliar a cooperação entre União, estados, Distrito Federal e Anatel para identificar e interromper comunicações ilícitas no sistema prisional.

A norma prevê a criação de mecanismos de registro e encaminhamento de informações técnicas, além de procedimentos para acompanhar a execução das medidas. A plataforma digital prevista no decreto deverá ser disponibilizada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública em até 180 dias após a publicação, com possibilidade de utilização de sistemas existentes durante a transição.

A expectativa é que a combinação entre monitoramento eletrônico, compartilhamento de informações e bloqueio de aparelhos amplie os instrumentos de prevenção à comunicação clandestina nos presídios.

Autor

  • Magno Araujo

    Sou jornalista formado pela Estácio. Atuo na cobertura política e, recentemente, passei a explorar também o jornalismo esportivo, com atenção especial as pautas do Recôncavo Baiano.

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