A presença de mulheres nos espaços de decisão do governo federal virou alvo de uma cobrança pública da jornalista Jéssica Senra ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Depois de o petista responder a um vídeo da comunicadora sobre demandas femininas nas eleições, ela perguntou se a gestão federal pretende garantir igualdade de gênero na composição dos ministérios.
“Ótimo! Se estamos no centro de tudo, podemos contar com a paridade de gênero nos ministérios?”, escreveu Jéssica, após Lula afirmar que seu governo já adota medidas voltadas às mulheres. Até o momento, o presidente não havia respondido à nova provocação.
A interação começou depois que Lula comentou a publicação da jornalista. “Criamos a Lei da Igualdade Salarial, abrimos crédito para empreendedoras e colocamos as mulheres no centro de tudo. Tamo junto”, escreveu.
Jéssica critica foco na polarização eleitoral
A discussão surgiu em um vídeo publicado na sexta-feira (9), no qual Jéssica cobrou dos candidatos à Presidência propostas voltadas diretamente às mulheres. Para ela, a disputa entre direita e esquerda tem deixado essas demandas em segundo plano, apesar do peso feminino nas urnas.
“Nós somos mais da metade do eleitorado. A gente tem a capacidade de decidir essa eleição. Se nós, mulheres, temos a capacidade numérica de decidir a eleição, de escolher se vamos eleger um ou outro, esquerda ou direita, por que a gente não está falando do que realmente importa para nós, mulheres?”, questionou.
Em vez de limitar a discussão às posições ideológicas dos candidatos, a jornalista defendeu que a campanha eleitoral também seja marcada por compromissos concretos com a vida das mulheres.
Paridade política e propostas sociais
Entre as medidas apresentadas por Jéssica está a formação de um ministério com metade das vagas ocupadas por mulheres qualificadas em funções com poder efetivo de decisão.
“Formar um ministério com metade de mulheres com qualificação em espaços reais de decisão. Criar uma linha de crédito especial para mulheres empreendedoras que necessitem, além de orientação técnica e acompanhamento de todo o processo. Eu proponho um programa nacional de saúde mental com atendimento no SUS e também na rede privada sem necessariamente ter um transtorno mental”, disse Senra.
As sugestões incluem, portanto, mudanças na representação feminina dentro do governo, incentivo ao empreendedorismo e ampliação do acesso ao atendimento em saúde mental.
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