O macaco-prego Alcibíades, que pertencia ao ex-deputado estadual Marcell Moraes (PSDB), morreu após ser capturado pela Polícia Militar na segunda-feira (5), depois de invadir imóveis de um condomínio na região da Paralela, em Salvador.
A morte foi comunicada por Marcell nesta quinta-feira (8), nas redes sociais. O ex-deputado afirmou que pretende pedir uma perícia independente para esclarecer o que aconteceu com o animal desde a captura até a morte.
“Meu filho está morto, e eu exijo uma perícia séria e independente. Quero saber o que aconteceu com ele, desde o contato com os vizinhos, durante a ação policial e enquanto esteve sob os cuidados do Cetas e do Inema”, declarou.
Animal estava debilitado
Após ser capturado, Alcibíades foi encaminhado ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), onde passou por avaliação e foi considerado debilitado.
Segundo o relato divulgado pelo ex-deputado, o animal teria deixado cinco pessoas feridas durante a fuga, entre elas três moradores, um segurança e um policial militar.
Ainda conforme as informações divulgadas, foram encontrados no imóvel onde o macaco esteve bebidas alcoólicas, álcool 70% e medicamentos, que ele teria ingerido. As substâncias são apontadas como uma possível explicação para a alteração de comportamento do animal.
A informação, porém, não esclarece se houve relação entre a ingestão dessas substâncias e a causa da morte.
Ex-deputado levanta suspeita de envenenamento
Após a morte, Marcell Moraes levantou a possibilidade de envenenamento e afirmou que pretende buscar a responsabilização dos envolvidos, caso eventuais irregularidades sejam identificadas.
“Não vou aceitar silêncio, descanso nem impunidade. Vou processar e buscar responsabilização de todos os envolvidos que as provas apontarem”, afirmou.
Até o momento, a causa da morte de Alcibíades não foi esclarecida. Exames e uma eventual investigação dos órgãos responsáveis deverão apontar o que provocou a morte do animal.